Segundo Cardeal Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, a liturgia da Igreja foi afetada por uma “grave e profunda crise” desde o Concílio Vaticano II. O mesmo disse entre os dias 29 de março e 1 de abril na Alemanha:

“É preciso reconhecer que a grave e profunda crise que atingiu a liturgia e a própria Igreja desde o Concílio se deve ao fato de que seu centro não é mais Deus e a adoração a Ele, mas sim os homens e sua suposta capacidade de “fazer” algo para manter-se ocupado durante as celebrações eucarísticas.” [1]

O Cardeal fez estas declarações em um recente colóquio na Alemanha para comemorar o 10° aniversário do motu próprio do Papa Emérito Bento XVI, Summorum Pontificum, que permitiu um maior uso do que agora é chamado de Forma Extraordinária da Missa (Missa Tridentina).

Cardeal Sarah disse que não pensava que a extensão deste problema fosse reconhecida na Igreja:

“Ainda hoje, um número significativo de líderes da Igreja subestimam a grave crise que atravessa a Igreja: o relativismo no ensino doutrinário, moral e disciplinar, graves abusos, a dessacralização e banalização da Sagrada Liturgia e uma visão meramente social e horizontal da Missão da Igreja.” [1]

Ele também pontuou como problema a falta de fé nos ensinamentos da Igreja sobre a Eucaristia, tanto por parte do clero quanto dos leigos:

“A grave crise da fé, não só a nível dos fiéis cristãos, mas também e sobretudo entre muitos sacerdotes e bispos, tornou-nos incapazes de compreender a liturgia eucarística como um sacrifício, como o ato da entrega de uma vez por todas de Cristo pela humanidade no sacrifício da cruz de maneira sangrenta, por toda a Igreja, e através de diferentes épocas, lugares, povos e nações.” [1]

O Papa Bento XVI também rompe o silêncio e fala sobre a crise na Igreja Católica. O Papa nos recorda a antiga e indispensável convicção católica da possibilidade da perda da salvação eterna, ou que as pessoas vão para o inferno:

“Os missionários do século 16 estavam convencidos de que uma pessoa não batizada está condenada para sempre. Após o Concílio [Vaticano II], essa convicção foi definitivamente abandonada. O resultado foi uma dupla e profunda crise. Sem essa atenção para com a salvação, a Fé perde o seu fundamento.” [2]

Além disso, ele fala de uma “profunda evolução do dogma” em relação ao dogma “fora da Igreja não existe salvação”. Esta mudança proposital do dogma levou, aos olhos do papa, a uma perda do zelo missionário na Igreja – “Qualquer motivação para um futuro compromisso missionário foi removido.” Papa Bento XVI faz uma pergunta penetrante suscitada por essa mudança palpável de atitude da Igreja: “Por que você deveria tentar convencer as pessoas a aceitar a fé cristã, se elas podem ser salvas sem ela?”

Existem segredos que ainda não foram revelados. Não muito tempo depois da publicação do Terceiro Segredo de Fátima, em junho de 2000, pela Congregação para a Doutrina da Fé, o cardeal Joseph Ratzinger disse a Padre Dollinger, durante uma conversa pessoal, que ainda há uma parte do Terceiro Segredo que eles não publicaram! “Há mais do que nós publicamos”, disse Ratzinger. Ele também contou a Dollinger que a parte publicada do Segredo é autêntica e que a parte inédita do Segredo fala sobre “um mau Concílio e uma má Missa” que estavam por vir num futuro próximo. [3]

Em uma entrevista Padre Kramer, especialista na mensagem de Fátima, declarou: “E precisamente quando ele relatou que Nossa Senhora alertou contra as mudanças na Missa e que haveria um Concílio diabólico na Igreja, os dois viram um afloramento de fumaça vindo do piso. Porém, era um chão de mármore. Isto não poderia ser de modo algum um fenômeno natural.” [3]

Notas:

[1] The Catholick World Report. Cardinal Sarah’s address on the 10th Anniversary of “Summorum Pontificum”.

[2] LifeSiteNews. Pope Emeritus Benedict breaks silence: speaks of ‘deep crisis’ facing Church post-Vatican II.

[3] OnePeterFive, Inc. Cardinal Ratzinger: We Have Not Published the Whole Third Secret of Fatima.

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